Desreceitas:Cerveja caseira boa, mas não tão barata

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Este artigo é parte do Desreceitas, a sua biblioteca de receitas e fórmulas


Chega de miséria! A Desciclopédia não serve só pra listar desreceitas vagabundas, para gente pobre, fodida, que não tem dinheiro para apreciar uma boa bebida. E quanto a nós, homens ricos que querem cozinhar alguma bebida boa?

E para os homens com certa grana que não moram com os pais que esta desreceita aqui foi escrita.

Ingredientes[editar]

  • Malte de cerveja (tipo pilsen), o mais barato. Não é por sermos ricos que vamos esbanjar também;
  • Lúpulo de verdade, mas o mais barato que tiver. No fim, amargor de lúpulo é tudo igual, só sommelier da puta que pariu que distingue sabores inexistentes;
  • Água filtrada ou fervida por uma hora, pois dessa vez não dá para usar a água de torneira já que o cloro da água pode cagar com a cerveja;
  • Fermento de pão, pois dá para fazer boas cervejas com isso, não precisa ser um fermento belga ou inglês colhido por freiras cegas com disenteria dos montes nebulosos;
  • Farelinho de milho/fubá/flocão/qualquer merda farinácea de milho, o que deixará a cervejinha cremosa, sem afetar o sabor, e não é feio usar milho em cerveja; feio é não ter bebida pra tomar.

Modo de preparo[editar]

O modo de preparo será o mesmo para as cervejas boas puro malte existentes no mercado, um processo realmente eficiente. Pegar uma panela grande dessas de fazer feijão no fim de semana, limpar bem e desinfetar com álcool líquido 70% (esses de matar coronavírus), encher com seis litros de água sem cloro, esperar chegar na temperatura certa - quando leves bolhas aparecerem, desligar o fogo e jogar o malte de cerveja (um quilo e meio de malte) e mais meio quilo de farelo de milho, e deixar ali mosturando por uma hora. A temperatura a ser mantida é a dessa de bolhinhas. Esperar esfriar esse mosto, separar o líquido do malte cozido, e espremer dentro de uma cueca nova esse malte, até sair todo líquido e açúcares, para que a gravidade do líquido aumente. Pode confiar no processo.

Após extrair o máximo de açúcar possível dos maltes, ferver o mosto (nome que se dá a esse caldo de cereais que virará cerveja, não se atenha às nomenclaturas no momento) por uma hora, que eu não sei pra que serve, mas todos os cervejeiros fazem, então faremos também. Nos quinze minutos finais da fervura, jogar um punhadinho de lúpulo no mosto. Terminando a fervura, esperar esfriar bem o mosto e colocar onde couber. Bom desinfetar bem o local onde jogar o líquido pois qualquer merda pode matar o lúpulo, aí em vez de cerveja teremos uma sopa fria de cevada. Finalmente jogar o fermento de pão no mosto frio, deixar a tampa semiaberta para poder escapar uns gases do vasilhame e esperar duas semanas de trabalho desses pequenos seres chamados lêvedos, os quais comerão o açúcar e defecarão álcool, a maravilha da natureza.

Passaram as duas semanas? Então bora pegar a garrafa cuidadosamente, separar o líquido dos restos mortais dos lêvedos que trabalharam, colocando em garrafas separadas para se guardar na geladeira por mais duas semanas, tempo suficiente para clarificar a já cerveja. Mais duas semanas se passaram, com a cerveja na geladeira? Porra, então dá pra beber, finalmente! Pode beber, é cerveja boa de verdade, uma cerveja artesanal pica das galáxias, que parece ter sido feita numa cervejaria gourmet mas que não passa de o fruto do trabalho de um adulto semirresponsável que só quer encher a cara. Se a cerva ficar ruim a culpa é tua pois a desreceita aqui é plenamente funcional.