Albert Fish

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Mesmo na prisão, Albert Fish se fingia de vovô doente para enganar criancinhas.

Albert Fish, também conhecido pelos sobrenaturais apelidos de Bicho Papão e Vampiro do Brooklyn, foi um criminoso serial que comia criancinhas (em todos os sentidos) muito antes de Michael Jackson e dos comunistas. Por causa disso, foi condenado à morte na cadeira elétrica, mas ironicamente sua própria carne não pôde ser aproveitada para consumo por ter passado bastante do ponto de fritura.

Filho de Fish, Fishinho é[editar]

Albert e seus cinco irmãos (Cod, Cat, Jelly, Gold e Tuna) moravam com os pais num sobrado em Washington D. C., capital dos Estados Unidos, lugar conhecido por práticas depravadas e indecentes que foram fundamentais para o desenvolvimento dos aspectos da personalidade de Albert que o tornaram mundialmente famoso. Perdeu o pai pouco depois do nascimento, já que ele, por ser 42 anos mais velho que a mulher—o que provoca muitas dúvidas se ele seria o verdadeiro pai, já que, depois dos 70, a pipa do vovô não sobe mais -- não suportou a emoção e morreu de infarte.

A família Fish.

A pensão do pai de Albert, cafetão de gravata capitão de fragata que havia participado da Guerra Civil Americana, era suficiente para sustentar a mulher e cinco dos seis filhos. Sem alternativa, a mãe das crianças deixou o caçula no orfanato Lobisomem Fofinho, onde viveu até ser resgatado pela mãe, 14 anos depois. Como havia conseguido um emprego no governo estadual, ela tinha então condições de criar todos os filhos, inclusive dois garotões que havia conhecido em Copacabana.

No orfanato, Albert era submetido a sessões diárias de espancamento pelas outras crianças, o que encarava como um verdadeiro momento de lazer. Com o passar dos anos, à medida que se tornava mais interessado nos segredos do sexo, começou a perceber que as surras o excitavam, chegando ao ponto de ter seu primeiro orgasmo, aos 11 anos, quando apanhou com uma barra de ferro. Para sua felicidade, o momento foi prolongado: o jato de porra, ao espirrar, atingiu o olho de um dos seus agressores, motivando um espancamento duradouro. Desde então, em vez de uma saudável punheta, Albert se excitava com uma tábua cheia de pregos bem aplicada nas costas.

Quando Fish foi fisgado[editar]

Posição sexual preferida de Albert, que nunca foi realizada porque ele jamais conseguiu se transformar em mulher.

Na casa de sua mãe, Albert sentia falta das humilhações e sofrimentos a que era submetido no orfanato. Assim, logo depois de completar 15 anos e ter sua festa de debutante, resolveu fugir e cair no mundo. Chegou de carona a Nova York, onde trabalhou por algum tempo como prostituto, até conseguir experiência suficiente para seguir a carreira de taxista (ou seja, outra profissão em que trabalharia nas ruas, sem horários definidos, com preços variáveis e levando gente atrás).

O táxi, além de crescimento profissional, lhe proporcionou meses de muita diversão, já que costumava chocar o veículo sempre que possível para conseguir fraturas, escoriações e outros ferimentos bacanas. Em uma dessas ocasiões, internado no Hospital Central de Nova York, conheceu aquela que viria a ser sua esposa, a operária coreana Ico Ato Iso Oso, que tentava recuperar seu célebro que havia derretido devido aos vapores tóchicos dos produtos químicos que eram produzidos na fábrica em que trabalhava. Como já tinha 27 anos, Albert percebeu que era hora de assumir certas responsabilidades, e uma esposa lobotomizada era tudo que um cereal serial killer poderia querer.

Assim, no início de 1898, ele e sua esposa foram morar num quitinete na região de Nova York conhecida como Hell's Pantry, vizinha da mais famosa e igualmente violenta Hell's Kitchen. Lá ele viveu até sua prisão, 36 anos e sete filhos depois.

O lado submerso de Fish[editar]

Logo depois de se casar, Albert percebeu que a única coisa que faltava para tornar-se um cidadão respeitável era um hobby. Afinal, tinha um emprego, uma esposa, uma conta no banco e diversas dívidas acumuladas. O problema era arranjar uma maneira de disfarçar seu passatempo, que causava muito barulho e sujeira, dos vizinhos e da família.

A oportunidade surgiu logo em seguida, com um anúncio da fabricante de eletrodomésticos e enciclopédias Britânia, que precisava de pessoas para trabalhar vendendo seus produtos porta a porta. Assim, Albert poderia percorrer todo o país molestando crianças sem ter que se preocupar em inventar desculpas para a mulher em casa.

Até 1925, quando se aposentou aos 55 anos, ele havia percorrido 24 estados e atacado mais de 100 crianças. Os números são incertos, já que a matança e a comilança o deixavam num estado de espírito próximo do Nirvana. Pode-se dizer que Albert havia embarcado numa viagem hippie louca muito antes de tal movimento surgir, o que motivou a homenagem à sua pessoa feita no Festival de Woodstock, em 1970.

Como Fish foi pego pela boca[editar]

Quando faltou espaço na sua região preferida, Albert começou a tentar enfiar agulhas na testa, sem muito sucesso.

Aposentado, sem nada para fazer, Albert se dividia entre andar por playgrounds à procura de novas vítimas e enfiar agulhas de tricô próximo ao ânus, reforçando o trocadilho da palavra acupuntura. Como sua mulher já havia morrido e seus sete filhos saído de casa para continuar a vida, ele tinha o quitinete todo para si e não mais precisava disfarçar seu passatempo.

Em 1928, enquanto folheava o jornal sentado sobre o fogão aceso pela manhã (um velho hábito que tinha), Albert viu um anúncio que lhe interessou: Jovem de 16 anos procura emprego na casa de senhor idoso. Falar com Edward Budd, Manhattan. Com o estômago roncando, ele foi ao local. Já estava quase fechando o contrato com o garoto quando conheceu sua irmã, Grace Budd, de dez anos, olhos verdes e carne macia. Como já estava há bastante tempo sem comer um baby-beef, Albert investiu todas as fichas na menina: convenceu seus pais que ia levá-la para a festa de uma sobrinha e voltaria mais tarde para devolvê-la, quando então pegaria seu irmão. Não querendo desagradá-lo, já que emprego na época era tão raro quanto dente em boca de pobre, deixaram a menina ir.

Assim que chegaram, Albert preparou sua festa particular: estrangulou a menina, fatiou-a e preparou sua carne seguindo a receita de Vitela à Moda que era transmitida em sua família por gerações. No entanto, não pôde desfrutar muito a refeição, já que intoxicou-se com a comida por razões incertas até hoje. Indignado, escreveu aos pais, dando-lhes o endereço para que enviassem um cheque indenizatório e recebeu, em vez disso, a visita da polícia. Ele ainda tentou se defender com uma caneta Bic, mas foi contido e levado para a prisão de Let Me Sing, Let Me Sing, no norte do estado.

Fish frito[editar]

Fish foi condenado em 1934, um ano antes de obter o vale-idoso que lhe permitiria entrar pela frente no ônibus, pagar meia no cinema e sair de penitenciárias, e foi sentenciado à morte. Seus advogados tentaram apelar, jogando areia no olho do júri e dizendo que o réu era um doente alucinado que não tinha noção do que fazia. A promotoria, no entanto, queria sangue e não se convenceu com os depoimentos das testemunhas de defesa, que falavam sobre os hábitos de Fish de enfiar agulhas no cu, de flagelar-se com pregos, tábuas e multiprocessadores e de anunciar-se como a reencarnação de São João Batista.

Cquote1.png Ele pode ser maluco, mas não é doido. Cquote2.png
Juiz Carlos Eugênio Simon ao dar o veredicto

Dois anos depois, Albert Fish foi executado na cadeira elétrica. O curto-circuito causado pelo excesso de metal que carregava no corpo (eram 26 agulhas) provocou um blecaute geral no estado, fazendo com que ele fosse o último criminoso a ser executado daquela forma em Nova York. Seu corpo carbonizado e tostado foi enterrado no cemitério do presídio, o que gerou relatos de aparições posteriores que foram reunidas no livro Cemitério Maldito, de Stephen King, que depois virou filme, música dos Ramones e prato de restaurante francês.

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Criminosos, degoladores e cometedores de assaçíneos em geral
Bruno se apresenta ao Bangu.jpg
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