American Motors

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American Motors faliu!
Graficozero.JPG Nem o BNDES quita suas dívidas!

Outros que ficaram no vermelho.


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American Motors Corporation (ou simplesmente AMC) foi outra dessas empresas norte-americanas que ludibriaram o povo oferecendo o que, em tese, seria o melhor carro do mundo. Criada com a fusão de outras duas empresas falidas (não poderia ter melhor início), na década de 50, extraordinariamente viveu por longos 30 anos, vindo finalmente à falência em meados da década de 80. O ciclo de vida da AMC como montadora de carros é incrivelmente semelhante à ascensão e queda de Collor.

História[editar]

Logo da ACM AMC durante a administração de Toninho Malvadeza.

A história da AMC começou de maneira bem peculiar quando Antônio Carlos Magalhães, então ditador da Bahia, resolveu expandir seus negócios na terra do Tio Sam. O baiano resolveu comprar ações da fabricante de geladeiras Nash-Kelvinator. No dia seguinte, as ações coincidentemente caíram de tal maneira que nem Dwight D. Eisenhower, presidente do mundo naquela época, poderia resolver. Foi aí que o arretado colocou a mão na massa. Fez umas ligações, realizou alguns favores e tudo estava ao normal, porém dessa vez com um bônus: ganhou outra empresa fodida para cuidar, a Hudson.

ACM estava cansado de tudo aquilo, afinal, não estava mais prestando atenção em sua propriedade mais valiosa, a Bahia, mas não desistiu. O processo de fazer ligações e retribuir certos favores se repetiu e dessa vez foi tão intenso que simplesmente o negócio fluiu. Só que o problema agora era outro. Qual seria o nome da empresa? Para ACM, Hudson-Nash-Kelvinator seria feio demais, então batizou com um anagrama de seu próprio nome. De ACM, virou AMC.

Logo alternativo durante os tempos áureos da empresa

Dali em diante, só sucesso. Quase todas as famílias americanas tinham um AMC na garagem, graças a durabilidade de seus para-choques de 300kg e motor de caminhão. Isso nos EUA, porque o carro favorito do chefão era mesmo o AMC Axémobile, um carrinho semelhante ao Fusca, só que com um motor sem pressa, bem apropriado aos baianos.

Porém, como toda empresa, ela teve seus problemas. Em 1970, ACM deixou a AMC para cuidar dos seus próprios interesses do povo baiano, passando a direção para Walter Branco, na época, um estudante do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Mas por que tal escolha? Um golpe do destino. ACM estava zelando pelos interesses do povo numa suíte do Beverly Hills Hotel, quando encontrou Walter no elevador. Não que Walter estivesse também desfrutando da vida, mas sim porque ele trabalhava lá. Toninho queria se livrar o mais rápido possível das ações e resolveu seu problema, dando a Walter tudo o que tinha.

Logo durante a administração de Walter Branco.

Walter Branco, com o pouco dinheiro que tinha, mudou por completo os ramos da empresa, começando pelo logo. Queria tirar o mais rápido possível aquela cara velha do antigo dono. E assim fez. Haviam somente dois carros em produção, o Hornet e o Rambler (este último com o mesmo desenho há mais de 40 anos). Walter Branco simplesmente tirou o Rambler velho de produção e pegou um Hornet e cortou ao meio, fazendo surgir o Gremlin e utilizou a carcaça do primeiro em outro Hornet, fazendo uma versão grandona, o Ambassador.

Walter ainda pensou nas idosas e nos gordos, fazendo um carro somente para eles. Isso mesmo, se você fosse magro, novo ou bonito, não poderia comprar o mais brilhante invento de toda a década de 70, o Pacer. O que tinha de belo tinha de perigoso. Inúmeras idosas dormiam ao volante de seus Pacers e os gordos empurravam o carro até o chão, fazendo com o cárter estourasse muitas vezes, vazando óleo na estrada, além do tanque bem na bundinha do carro, significando que qualquer toque transformava a estrada numa amostra grátis do Iraque.

O que Walter Branco não previu foi a Crise do Petróleo, em 1973. Isso fez com que as vendas desmoronassem e a realidade é que a AMC nunca mais se recuperou do baque, vindo a sofrer outra crise em decorrência da briguinha eterna entre árabes no Oriente Médio. No fim da década, a empresa somente oferecia metade dos modelos, matando outro a cada ano que passava.

A década de 80 chegou trazendo consigo muita desgraça para a vida de Walter e da AMC no geral. Ele até tentava, mas as inúmeras burradas decisões tomadas pela diretoria somente afundavam ainda mais. Logo descobriram que o poço era mais embaixo, as concessionárias estavam pagando pras pessoas retirarem as latas velhas enferrujadas dos pátios e o dinheiro que era gasto em vários processos de pessoas que morreram explodidas dentro das bombas. Walter tomou uma decisão sensata então: demitiu todo mundo e voltou a viver sua vida, abrindo um canal de televisão com o mesmo nome, mostrando depois, seus dotes em química (o que foi descoberto ser uma grande rede de fabricação e distribuição de tóchicos).

Modelos[editar]

AMC Pacer: velhinha mostrando como se dirige um

Axémobile: o AMC favorito de ACM. Motor movido a gás expelido após ingestão de acarajé, foi o carro mais rápido da empresa até 1970, quando Toninho deixou a firma para se dedicar ao povo baiano. Reza a lenda que Toninho levou todas as unidades fabricadas para sua garagem particular em Salvador.

Pacer: símbolo do extremismo setentista. É basicamente uma bomba atômica em formato de hamburguer com o tanque de gasolina encrustado na bundinha. No mínimo toque, tudo ia pelos ares. Com design inovador, foi a aposta da AMC para o público alternativo, idosas e gordos. Vendeu bem para um carro que praticamente não tinha motor, somando 9 unidades ao longo de sua vida. Reza a lenda que o radinho AM do carro está assombrado, tocando apenas uma música, Bohemian Rhapsody.

Hornet: sedãzinho básico da firma. Aquele típico carro de um típico fracassado que não conseguiu obter algo melhor na vida. Vinha disponível em somente uma cor: verde. Tal fato originou o seriado Green Hornet, estrelado por Bruce Lee nos anos 60. Foi o único carro oferecido pela AMC

O simpático Gremlin

durante 10 anos. Com a produção encerrada em 1979, ressurgiu vinte anos depois com duas rodas a menos, virando sonho de consumo de favelados.

Gremlin: não, você não pensou errado, foi daqui que tiraram a inspiração para o Gremlin. Walter Branco estava sob efeito de drogas quando decidiu cortar um Hornet ao meio e chamar de carro a carcaça que sobrou. Desengonçado, precisava que um urso estivesse na direção para não capotar na primeira curva.

Ambassador: o maior carro oferecido pela AMC durante os anos 70. Maior não quer dizer melhor, porque era basicamente um Hornet + carcaça daquele último Hornet aí de cima cortado.

Matador:um sedan médio mais ou menos feio, de 1969 até 1976 caiu no gosto como viaturas de polícia da série ADAM-12 de todos os estados americanos mais pararam de fazer quando os canas precisavam de viaturas mais potentes.