Andrei Chikatilo

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Chikatilo aos 10 anos. Tudo bem, não é ele de verdade, mas a fotografia ainda não tinha chegado à Rússia naquela época, então faz de conta. Viu como a Desciclopédia estimula sua imaginação?

Andrei Chikatilo foi um famoso assassino serial ucraniano, responsável pela morte de 52 mulheres e crianças no óblast de Rostov e que entrou para a história como o mais famoso assassino serial russo, já que a propaganda capitalista americana atribuía à Rússia tudo de ruim que houvesse no mundo. Imitado pelo menos bem-sucedido Alexander Pitchuchkin, ficou conhecido pelos apelidos de Açougueiro de Rostov e Careca Maluco e foi o último condenado à morte no país.

De onde veio, o que fez, essas coisas[editar]

Chikatilo nasceu em 1936 e foi o único filho de um casal de camponeses pobres Redundância detectada na Ucrânia. Com cinco anos, passou a dormir na cama de sua mãe, já que seu pai havia ido lutar na Segunda Guerra Mundial e ela só conseguia pegar no sono se estivesse deitada ao lado de um homem. Como o garoto era um mijão, ela logo se arrependeu amargamente, e passou a espancá-lo amorosamente toda vez que o garoto molhava o colchão, conforme havia aprendido na Supernanny.

Durante sua adolescência, ouviu diversas histórias de canibalismo, causado pela grande fome que assolava o país no governo de Stalin, depois do fim da guerra. Para distribuir igualmente os alimentos entre a população, ele havia confiscado terras e rebanhos para devolvê-las mais tarde, mas já estava demorando alguns anos para concluir o processo e os cidadãos ucranianos, com muito pouco espírito cívico, começavam a desesperar-se de fome e saquear supermercados e comer pessoas (no mau sentido, isto é, com a boca).

Joseph Stalin, líder soviético responsável por ensinar à população o valor da economia.

Tanta violência e miséria, entretanto, não influíram na personalidade de Chikatilo a ponto de torná-lo um psicopata homicida. Até os 18 anos, ele era um rapaz comum, que tomava Toddy no café da manhã e amava as flores e os animais. Nem o fato de ser irreversivelmente broxa e ter o pinto pequeno lhe incomodavam. Por três vezes seguidas, ele foi eleito Garoto Modelo de Paukechupz, sua cidade natal, e era considerado um partidão pelas mães que queriam casar suas filhas.

O estopim de sua ira assassina foi não ter sido aprovado no vestibular para Direito para a Universidade Federal de Moscou e Arredores (UFMA), como sonhavam seus pais. Naquela época (1954), o governo permitia apenas uma tentativa, o que relegou a Chikatilo trabalhar como instalador de telefones e tornou-o frustrado e revoltado como todo funcionário do setor de telecomunicações. Para piorar as coisas, casou-se logo depois, aos 22 anos. Por sorte, sua mulher era frígida e não se importava com a paumolescência crônica do marido.

Apesar de fazer muita força, o vovô foi passado pra trás Chikatilo não conseguia produzir uma ereção considerável. Mesmo assim, teve dois filhos, Ludmila e Yuri, usando uma técnica que deixaria a Eliana orgulhosa: após ejacular, graças a uma mãozinha amiga, empurrava com os dedinhos o esperma para dentro da vagina da mulher. Chikatilo preferia acreditar que essa manobra funcionava a desconfiar que alguém da vizinhança tivesse alguma participação nisso, o que lhe garantiu filiação plena e imediata ao Clube dos Cornos.

Os assassinatos começam[editar]

Depois que começou a matar, Chikatilo tornou-se uma pessoa feliz e satisfeita.

Em 1978, quando já tinha 46 anos, Chikatilo resolveu viver novas emoções. Assim, assassinou uma menina de nove anos a facadas. Para sua surpresa, conseguiu a primeira ereção da sua vida, o que o motivou a estuprar a garota depois de morta. Daquele momento em diante, não mais precisaria inventar histórias sobre sua vida sexual para os amigos; sempre que quisesse dar umazinha, bastava esfaquear uma mulher e conseguiria um belo e duradouro orgasmo. Na mesma época, se separou e saiu por aí catando todas.

Cquote1.png Eu não quero mais saber dessa de mulherzinha, não. Pego uma vez só e depois deixo pra lá. Cquote2.png
Chikatilo, dando uma de pegador e sendo bastante honesto

Em seguida, ele começou a caça. Escolhia vítimas principalmente em estações de trem e ônibus, já que seu desaparecimento seria mais fácil de explicar: na época da União Soviética, motoristas e condutores tinham que esperar uma aprovação do governo para viajar, o que às vezes levava semanas. Normalmente, Chikatilo levava seus escolhidos para uma floresta ou beco próximo e então cometia os crimes. Até março de 1984, quando a polícia começou a desconfiar que alguma coisa estranha estava acontecendo, ele já havia matado 20 mulheres e crianças nos arredores de Rostov, o que demonstra que sua vida sexual não era das mais agitadas.

Na União Soviética, a polícia prende VOCÊ!! (desde que não tenha nada a ver com o assunto)[editar]

Polícia da União Soviética fazendo um cerco.

A princípio, os investigadores imaginavam tratar-se de várias pessoas diferentes, já que assassinos seriais só existiam nos Estados Unidos. Foram necessários mais dois anos e 14 mortes para a polícia se convencer de que elas eram semelhantes demais para haver mais de um assassino. Assim, ela passou a prender toda espécie de maluco e retardado na região, que confessavam os crimes após serem interrogados -- por meio de técnicas piores que as do BOPE -- mas eram libertados logo depois de Chikatilo ter matado mais alguém.

Desde 1986, portanto, e durante 14 anos, os policiais investigaram o caso. Durante esse tempo, Chikatilo foi abordado pela polícia duas vezes, mas liberado logo em seguida, o que lhe permitiu fazer outras 18 vítimas no período (sim, ele passou a matar menos gente, o que é natural conforme a idade vem chegando; não se esqueça que o Viagra ainda não tinha sido inventado).

A primeira bola fora aconteceu em 1988, quando Chikatilo foi visto caminhando no centro de Bussinflamada, cidadezinha no óblast de Rostov, com as roupas sujas de sangue. A polícia o parou e fez algumas perguntas, mas acreditou em sua história de que o sangue era na verdade tinta vermelha e que ele trabalhava como pintor (o que é parcialmente verdade, já que minutos antes ele havia dado pintadas numa menina de 10 anos). O corpo foi encontrado no dia seguinte, mas ninguém se lembrou de chamar Chikatilo para depor, mesmo tendo seu nome sido anotado pelo policial que o parara.

Chikatilo reclamando que a estampa do uniforme não combinava com a cor dos seus cabelos.

A segunda foi em 1990, semanas antes de ser finalmente preso, quando policiais viram Chikatilo saindo da floresta onde os crimes normalmente eram cometidos fechando a calça. Ele usava um terno, que estava sujo de terra e com alguns rasgos, tinha as orelhas e o pescoço sujos de sangue, mas a polícia acreditou em sua história de que estava colhendo cogumelos. Se tivessem aberto sua bolsa, encontrariam os seios de sua última vítima, que ele levava para montar a mais realista boneca inflável do mundo.

Quando afinal a polícia acertou[editar]

Eventualmente, os investigadores acabaram chegando em Chikatilo, depois de prenderem e espancarem 95% da população de Rostov. Ao contrário dos outros, ele confessou antes mesmo das técnicas modernas de investigação da polícia soviética e indicou onde estavam os 35 corpos dos quais os investigadores não tinham nenhum conhecimento. Enfurecidos pela esperteza de Chikatilo, que conseguiu enganá-los durante quase vinte anos e matou muito mais gente do que imaginavam, os policiais pressionaram o Judiciário russo para condená-lo à pena de morte, o que acabou acontecendo quatro anos depois, quando foi executado com um tiro na cabeça.

Chikatilo inspirou uma geração de assassinos e homicidas, os mais notórios sendo Alexander Pitchuchkin e seu filho mais novo, Yuri, que também andou dando seus tirinhos. Porém, como o surto psicopático começou a provocar uma grave queda populacional na Rússia (que só tem uma densidade demográfica inferior à do Acre), os assassinatos em série foram desestimulados pelo governo, sendo substituídos por concursos de beleza e campeonatos de natação em água gelada.

v d e h
Criminosos, degoladores e cometedores de assaçíneos em geral
Bruno se apresenta ao Bangu.jpg
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