Bellini

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Loser 2.JPG Bellini já morreu!

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Hilderaldo Luís Bellini, mais conhecido como Bellini (Itapira, 7 de junho de 1930 - São Paulo, 20 de março de 2014) foi um jogador de futebol famoso, do tempo em que a tua vó era nova.

História[editar]

Cquote1.png O que é isso? Cquote2.png Bellini tentando se lembrar do objeto estranho que lhe vem à mão

Iniciou a carreira pelo Vice da Gama, clube pelo qual jogaria muitos anos e se tornaria ídolo. Para muitos vascaínos, a zaga de todos os tempos do time consiste em Bellini fazendo dupla com Odvan Mauro Galvão. Pelo gigante da colina, Bellini ganhou vários títulos como o Campeonato Carioca de 1956, a Taça TV Tupi de 1958 e o Troféu Dercy Gonçalves de 1957, no qual o melhor jogador do torneio teria o direito de passar uma noite com a rainha do rádio brasileiro. Eleito por unanimidade, Bellini recusou o prêmio, afinal naquela época Dercy já era uma senhora de 102 anos de idade e por isso não valeria a pena.

Conhecido pelo vigor e força física, Bellini se destacou pelas suas cabeçadas, que lhe davam vantagem no jogo aéreo. Vale lembrar que naquela época, as bolas eram feitas de couro e costuradas à mão, pesando mais ou menos o mesmo que um leitão recém-nascido. Graças a suas cabeçadas, Bellini acabou indo parar na seleção, onde foi capitão do primeiro título do Brasil na Copa de 58 e criou o gesto de erguer a taça que passou a ser regra em toda comemoração. Antes, a celebração do título era chata, sem graça e sem nenhuma emoção. Com Bellini, ela continuou a ser chata e sem graça, mas pelo menos o jogador esbanjava alguma emoção.

Curiosamente, Bellini acabou sendo expulso da seleção durante a Copa da Inglaterra, em 66, quando teve uma discussão com o treinador e resolveu fazer aquilo que sabia melhor - cabecear - fora de campo.

Após o Vasco teve passagem pelo São Paulo e pelo Atlético Paranaense até encerrar a carreira em 69. A partir daí começou a trabalhar como treinador em vários países do mundo, inclusive na França, onde trabalhou com um jovem Zinedine Zidane e o ensinou sua arma mais fatal. Ficou muitos anos na função até ter de se aposentar devido a uma demência contraída pelas inúmeras cabeçadas. Nos últimos anos de vida, já não se lembrava mais de nada, nem mesmo o nome de sua esposa (ou que ela já tinha morrido).

Morreu aos 84 anos em 2014, pelo desgosto provocado de ter que ver o Vasco disputar a série B pela terceira vez.