Clipe

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Searchtool.svg Este artigo fala sobre o clipe de papel. Se procura por aquilo que passa na MTV, consulte videoclipe

O clipe é uma ferramenta multifuncional, um dos objetos mais baratos e versáteis do mercado, que pode ser utilizado como colar, chaveiro, brinco, piercing, ajudante do Office, arrombador de fechaduras de residências alheias, etc. As vezes um clipe pode até ser usado pra prender papel. O clipe ainda é considerado um material escolar, mas nenhum aluno faz questão de comprar isso, preferindo prender os papéis com o grampeador do professor. O clipe também ainda é considerado um material pra furtos, mas nenhum ladrão faz questão de comprar isso, preferindo arrombar as fechaduras com uma gazua ou com o grampo de cabelo da esposa.

História[editar]

Clipes utilizados para prender as páginas da primeira versão do livro Drácula, de Bram Stoker.

Até a segunda metade do século XIX, as pessoas encontravam dificuldades para manter seus papéis organizados, pois assim que batia o primeiro vento, a papelada voava e ficava toda bagunçada, isso quando não sumiam folhas. Escritores arrancaram muitos fios de cabelo ao verem suas obras de mais de 500 páginas ficarem fora de ordem. Professoras apanharam de alunos ao perderem páginas daquele TCC manuscrito que eles demoraram quase cinco anos pra fazer. Para resolver este problema, em 1867, um inventor desempregado chamado Samuel B. Fay criou o primeiro esboço do que seria o clipe, que na verdade era apenas um pino de madeira e não se parecia em porra nenhuma com o que o objeto é hoje, mas que era melhor do que botar uma pedra sobre os papéis para mantê-los juntos.

Três anos depois, um anônimo inglês um pouco menos vagabundo decidiu dar um upgrade na invenção de Samuel, e criou o clipe de papel como nós conhecemos hoje. Isso barateou o objeto ainda mais, se antes ele era feito apenas com madeira, agora ele também podia ser confeccionado com um ferro qualquer ou mesmo com plástico vagabundo. Esta acessibilidade ao produto fez a alegria as pessoas com TOC, que podiam comprar centenas de clipes pelo preço de uma coxinha, e agora conseguiam organizar seus documentos por ordem alfabética, data, gênero, cor, etc.

Por fim, como cu de bêbado não tem dono, em 1899, o inventor e oportunista inglês William Middlebrook aproveitou que a versão moderna do clipe ainda não tinha sido patenteada, para ele mesmo patentear, reclamando para si os direitos comerciais do objeto. A princípio ele achou que ficaria bilionário, já que todo mundo usava clipes, mas ele não esperava que sua patente era apenas para o formato tradicional de clipes, e que outras centenas de milhares de modelos de clipes seriam patenteados por outros oportunistas. No fim, seus lucros tiveram que ser divididos com os caras que inventaram clipes em formato de estrela, de coração, de ursinho, etc.

Utilização[editar]

A principal função dos clipes é prender papel, mas ninguém os utiliza para este propósito, já que qualquer um prefere grampear suas folhas ou mesmo encadernar. Como eles não são vendidos separadamente, apenas em caixas com mais de 300 unidades, os alunos, professores e funcionários públicos entediados ficam brincando de entortar os clipes e jogá-los no lixo. Alguns mais criativos, e mais atoa ainda, ficam fazendo pequenas esculturas com o objeto, modelando especialmente pirocas.

Alguns bandidos pé de chinelo usam os clipes para arrombar fechaduras, mas mesmo para este propósito o objeto está caindo em desuso. Hoje em dia é mais prático meter logo o pé de cabra pra estourar a porta toda, já que a polícia não aparece mesmo. Atualmente, apenas ladrões cult e discretos fazem uso dos clipes para abrir portas, mas apenas para manter a tradição na arte dos furtos. Mesmo entre eles, existem aqueles que preferem abrir portas com grampos, algo considerado mais chique e elegante.