Deslivros:Exemplo de narrativa totalmente não linear que aparentemente começa com uma simples consulta ao oftalmologista

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O problema[editar]

O filho do profissional, que pode ter algo a ver com qualquer uma das cenas.

Era uma vez um cara chamado Otávio. Ele dormia bem, exceto quando estava acordado, é claro. Mas aí chegou um dia (ou uma noite, como preferir) em que aconteceu algo no mínimo curioso. Otávio, que não era otário, resolveu consultar um especialista pra ver se conseguiria resolver seu problema, de forma que ele pudesse voltar a dormir bem.

Ele resolveu consultar um oftalmologista, ciente de que para resolver esse tipo de coisa é preciso ter a ajuda de um homem de visão. Após um monte de exames, finalmente saiu o veredito.

Cquote1.svg Tem nada de errado com sua vista. Deve ser apenas impressão, são seus olhos. Cquote2.svg

Cquote1.svg Mas doutor, o problema não acontece quando estou com esse olho aberto, e sim quando ele está fechado. Antes eu enxergava tudo preto, agora não sei, parece uma mistura de amarelo com um tom pastel... Cquote2.svg

O oftalmo (estou com preguiça de digitar o nome todo, mas não de inserir uma sentença desse tamanho dentro de parênteses) respirou fundo. Aqui começa a primeira bifurcação em duas cenas distintas.

Cena 1

Em todos os seus longos meses atendendo a população daquela região, o oftalmo nunca tinha se deparado com uma merda daquelas. Mas como o cliente sempre tem razão, principalmente quando paga na hora, ele decidiu engolir a história e rabiscar.

Cquote1.svg OK... Faça o seguinte... Você vai precisar usar um óculos que corrija isto, e isto, e mais isto... Só cuidado pra não adquirir qualquer um, porque pode ser armação. Cquote2.svg

Sem entender porra nenhuma, Otávio pega a receita oftálmica e vai embora.

Cena 2

O oftalmo prendeu o riso por longos e angustiantes milésimos de segundo.

Cquote1.svg Muito esquisito, porque o normal é enxergar o preto. Você anda sendo ilícito? Cquote2.svg

Cquote1.svg O quê??? Cquote2.svg
Otávio levantou-se de um salto.

Cquote1.svg Sabe do que tou falando. Tipo, fumar um deck brau e pá. Cquote2.svg

Cquote1.svg É claro que não!!! E o que tem uma coisa a ver com a outra??? Cquote2.svg
Otávio

Cquote1.svg Você pode estar vendo coisas. Quer um exemplo? Olha o Pachola. Cquote2.svg

Cquote1.svg Pachola.png Cquote2.svg

No mesmo instante em que viram aquela criatura, nenhum deles estava mais lá...

Acarajé[editar]

Continuação da cena 1

Só depois de ter saído é que Otávio percebeu que tinha deixado a carteira com o oftalmo.

Como ele tentou dormir e não conseguiu, teve que voltar ao consultório mais uma vez (ou seja, de volta à "cena zero", a história entra em loop até que ele saia do lugar com a maldita carteira).

Continuação da cena 2

Puxa vida, são poucas as pessoas que conseguem sobreviver a um ataque surpresa do Pachola. Assim como o oftalmo, Otávio era um sujeito de sorte. Tão logo sua barriga começou a roncar de fome, criei uma barraca de lanches na frente dele, até porque seria muito sem graça deixá-lo morrer agora. Ou não, talvez.

A dona da barraca atende pelo nome de Zefinha, mede 1,55m por 93cm de largura e possui uma verruga de dois andares no meio do nariz. Otávio puxa sua carteira.

Cquote1.svg Oxente, que vai querer meu rei? Cquote2.svg
Zefinha

Cquote1.svg Um... acarajé? Cquote2.svg
Otávio, olhando pro letreiro no topo da barraca

Cquote1.svg PERAÊ?!? Mai'sou eu quem faz as pergunta aqui?! Não tem acarajé?! Vai querer pastel ou não vai?! Cquote2.svg
Zefinha

Otávio não entendeu muito bem, mas mesmo assim ele deu uma olhada no produto oferecido. Se aquilo era realmente um pastel, então deve ser muito foda comprar um pastel de polvo fresco em algum lugar desse mundo. O tentáculo roxo ainda se mexia.

Cquote1.svg MAS O QUE DIAB...? Cquote2.svg

Como ele quebrou a regra e fez outra pergunta, me vi na obrigação de ensiná-lo outra lição. Confesso que criei a barraca e a Zefinha bugadas de propósito, mas isso ele não precisa saber.

Abriu-se um alçapão embaixo dos pés dele.

(Pois é, isso é tão louco quanto o Coringa de skate saltando sobre o Batman.)

Coringa de skate saltando sobre o Batman.

KKKKKKK[editar]

Cena 3

Depois de passar uns dez minutos caindo no mais absoluto vazio, Otávio viu-se em pé sobre um piso de madeira. As cortinas diante dele se abriram. A plateia o observava, ansiosa.

Cquote1.svg ...A-alguém aí sabe como é que saio daqui??? Cquote2.svg

Cquote1.svg kkkkkkkkkkkkkkk Cquote2.svg
Plateia

Cquote1.svg É sério!!! Eu tava no oftalmologista, quando de repente apareceu um lobisome e fugi, mas depois fui comer alguma coisa e caí aqui Cquote2.svg
Otávio

Cquote1.svg kkkkkkkkkkkkkkk Cquote2.svg
Plateia

Cquote1.svg Mas que porra... não importa o que eu diga, eles vão rir de mim. Tá bom então. PEIDEI NA FAROFA!!! Cquote2.svg
Otávio

Cquote1.svg KKKKKKKKKKKKKKKKKK (aplausos) Cquote2.svg
Plateia

Nesse momento, algo dos bastidores o puxou pelo pescoço. Era a curva da bengala de alguém. Mas não parecia ser um alguém qualquer.

Cquote1.svg Escuta aqui meu bom, tu é excelente. Engraçado pra caralho! Fazia tempo que a casa não tava assim tão cheia Cquote2.svg

Apesar de ter uma postura relativamente agressiva, aquele sujeito de terno roxo aparentava não dormir há uns dois ou três dias.

Cquote1.svg E quem é você? Cquote2.svg
Otávio

Mentalmente, a outra pessoa planejava responder de forma elaborada, mais ou menos assim:

Cquote1.svg Meu nome é Nar-ci-so. Ou pelo menos é assim que aquela voz me chama. Belo nome! Mas isso pouco importa. O que importa é que... Cquote2.svg

Mas a resposta foi:

Cquote1.svg EU COMPREI TODO ESSE TEATRO AQUI! EU TENHO CADA CENTÍMETRO!!! EU!!! HAHAHAHAHAH!!! Cquote2.svg
Narciso

Não demorou muito para que Otávio ficasse de saco cheio daquele maluco, que repetia "eu" numa proporção de três vezes a cada onze palavras. E quando as pessoas ficam de saco cheio, nada mais natural que elas tentem resolver suas diferenças na boa e velha base da porrada.

Enquanto eles rolavam no chão, a plateia rolava era de rir, pois só parecia se importar no quão bem gasto foi o dinheiro dos ingressos...

Cena 4

Depois de passar uns dois ou três dias caindo no mais absoluto vazio, Otávio já demonstrava traços de personalidade diferentes. Francamente, é muito difícil alguém não enlouquecer de vez após passar pelo que ele passou... ah, falando em passar, tenho que preparar mais uma coisa.

Arranquei uma de suas costelas e fiz a Zefinha para a continuação da cena 2. Muito embora não seja lá o melhor exemplo de beleza, pelo menos ela vai ser útil. Zefinha, a partir de agora, sua cor favorita é roxo, e só você faz as perguntas!

Ela passou o ferro no terno e Otávio viu-se vestido com aquele negócio brega e roxo. Agora, o toque final. Otávio tomou uma bengalada na cabeça, desmiolou e passou a acreditar que seu nome é Narciso, sendo posteriormente reinserido no início da cena 3.

Continuação da cena 3

Otávio e Narciso lutavam de uma forma um tanto quanto incomum. Nenhum deles era exatamente um lutador, é claro, mas ninguém ali sabia explicar como aqueles gêmeos eram tão semelhantes até no tapa.

A briga teve um fim quando Narciso acertou um cruzado esquerdo no olho direito do Otávio. Muito embora essa pancada não tenha tido consequências imediatas, já sabemos que ele terá alguns problemas no futuro.

Nessa altura do campeonato, Narciso já tinha cuspido dois dentes e uns 10% do seu sangue. Seu rosto havia passado por mais transformações que o da Roberta Close.

Cquote1.svg *gasp* Tá bom, já chega... Eu... eu venci... Vá, eu assumo daqui Cquote2.svg
Narciso

Cquote1.svg KKKKKKKKKKKKKKKKKK (aplausos) Cquote2.svg
Plateia

Otávio foi pra casa. Ele dormiu bem até certo ponto.


Retardado.jpg GEISAAAAAAAA, algum usuário bateu a cabeça!

Agora tá na Desciclopédia escrevendo merda sem sentido!
Chama o manicômio caralho!

Mongol.jpg