Era pioneira da aviação

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Cquote1.svg Você quis dizer: Santos Dumont VS Irmãos Wright Cquote2.svg
Google sobre Era pioneira da aviação

Exemplar do Flyer I no museu, o único avião movido a catapulta.

A era pioneira da aviação refere-se ao período em que a aviação ainda era precária assim como o banheiro de sua casa, um momento único na humanidade onde todos os aviões eram feitos de papel (ou alumínio), pessoas morriam de maneiras idiotas fazendo coisas idiotas, e a viagem por cima das nuvens nem se imaginava. É comumente aceito entre os anos de 1901, ano em que papa Leão XIII abençoou o primeiro avião; e 1914, ano em que a Primeira Merda Mundial começou.

Contexto[editar]

Durante a última década do século XIX, os aviões que existiam na época eram os dirigíveis, balões enormes que pareciam com grandes toletes de bosta voadoras, há de se imaginar que naquela época onde ainda as pessoas cagavam no mato, mas que andavam à toa nas ruas apenas para mostrar o seu chapéu, não era assim tão adequado que grandes merdas rodopiassem por aí apenas para levar meia dúzia de gente para ver o céu.

No entanto, a procura por construir um avião de verdade se tornou mais do que uma doidice individual, mas uma alienação em conjunta que explodiu em 1900, já que gurus de numerologia adoravam dizer que a novo século traria paz e prosperidade para uma minoria ou para os mais desafortunados da vida.

Antes da era pioneira da aviação, macacos que me mordam, mas o ser humano era mais burro do que um porta, não podia ver o céu que já queria se atirar para ver se voava. Claro, todos falhavam, então veio uma lógica, ainda no século retrasado, quem fazia a fama eram os veículos mais leves do que o ar, como o balão, porém quiseram se arriscar e acabaram indo para os veículos mais pesados do que o ar.

O sonho de voar[editar]

Por volta de 1900 e bolinha (o ano, não a década) os planadores faziam a graça da mulecada, contudo, não era de se surpreender que eles eram meros trabalhos escolares feitos com TNT e palitos de picolé. Os irmãos Wright, erroneamente considerados como os inventores do avião, deram uma martelada na área e inventaram o primeiro planador que voava em 1901, uma pipa que ficava presa por uma cordinha num toco de madeira, enquanto isso os irmãos observavam a obra e anotavam os seus pitacos a respeito do que seria chamado anos depois, a aerodinâmica.

No ano seguinte, os Wright inventaram um segundo planador, agora tripulado. A merda maior aconteceu quando eles introduziram um túnel de vento caseiro, vulgo ventilador para dar impulso a sua criação, até aí tudo bem, mas eles também não estavam no meio de uma cidade para precisar de uma rajada de vento só pra levantar voo de um papelzinho como aquele planador. Um dia em 1903, aconteceu que resolveram levantar voo em meio a uma tempestade, apesar da burrice embutida aos irmãos, também esqueceram de desligar o seu ventiladorzinho da Britânia e acabaram perdendo a cara o planador, bem como o seu abrigo e suas anotações, já que o ventilador foi arrastado durante a tempestade, devido a falta de parafusos, assim destruindo o barraco deles.

Santos Dumont que na época ainda fazia brinquedos, fez um dirigível digno de vários prêmios. Em 1902, o homem mais rico da França fez um desafio aos criadores de aeronaves, o desafio era de dar 30 voltas na Torre Eiffel sem ficar tonto, tendo como prêmio uma coca-cola bem gelada. Em abril daquele ano, Dumont saiu do Arco do Triunfo em direção a torre, completou 10 voltas em 20 minutos, mas lá de baixo já se podia ver o desespero do homem em querer vomitar. Depois de mais 20 minutos, Dumont acabou se embananando e ascendeu o seu barco voador no topo da torre, perfurando o seu dirigível, o inventor acabou caindo e batendo a cabeça, mas sabemos que não morreu, pois viveu até a década de 30.

Em novembro daquele mesmo ano, Dumont tentou de novo, agora com o seu dirigível de número 69, feito a moda miguelão. Diferente de sua primeira tentativa, Dumont girou mais do que o pião da casa própria, terminando o desafio com 42 voltas, e voltando ao solo com um copaço de pinga coca.

Agora é oficial[editar]

O melhor jeito de voar.

Lá pro finalzinho de 1903, os Wright foram inventar um avião de verdade, agora com um motor, mesmo que a geringonça parecesse uma caixa de pandora e seu motor ser de um Ford A, o que significa que não andava nada. Mas o que os críticos diziam (na verdade ninguém dizia nada, mas...) era que a Rebimboca da parafuseta não iria funcionar e que na largada esse negócio iria se espatifar e os Wright se esborrachar no chão. Mas os irmãos eram tolos e mesmo assim foram fazer esse trem. Batizado de Wright Flyer I, o avião deles era um biplano, aqueles aviões que tem duas plataformas paralelas entre o meio e deixa o automóvel com uma estética horrorosa, além disso ele era da configuração canard, ou seja, com as asas abaixadinhas, do mesmo jeito que um pombo fica quando vai se preparar para cagar.

O avião tinha capacidade de apenas um saco de batatas, o piloto ficava de bruços no meio e de olho na bunda dela enquanto ia navegando numa espécie de leme imaginário, já que o pano voador deles apenas seguia o vento e não era um leme veio, fraco desses que iria mudar a direção desse trambolho. O primeiro voo da nave foi em dezembro de 1903 e voou por 20 segundos, o que é um tempo enorme, visto que Orville Wright conseguiu se mijar todo durante uma das quatro viagens que o avião fez.

Isso não é um carro alegórico, é apenas um "avião" multiplano.

No ano seguinte (1904), os Wright vendo o sucesso de sua primeira mula voadora, eles construíram o Wright Flyer II. Essa máquina ainda era biplano, mas seu formato parecia muito com a de um hidroavião, apesar de eu ter 99% de certeza dele não ser a prova d'água. As diferenças entre o primeiro e o segundo Flyer são inúmeras, que eu poderia falar o dia todo, mesmo o flyer II não tendo nem um par de parafusos. Mas o mais interessante era que o motor desse segundo avião, era alimentado com lico de cair pinto, uma substância que ainda não era tão usada. Os testes dessa máquina se deram todos em 1904, terminando com 105 voos, numa média de 40 segundos de voo, o que fez Orville se cagar agora.

Durante esse período os Wright patentearam os Flyers que foram reconhecidos, especialmente o Flyer I, que foi considerada como Cquote1.svg a primeira máquina voadora a levar alguém se borrar Cquote2.svg.

Ninguém se lembra, mas os irmãos Wright ainda fizeram o Flyer III, e assim como os seus antecessores, apresentava uma performance igualmente ruim. Ficou até 1908 sendo testado, onde nas suas últimas viagens, pôde carregar até 2 sacos de batata.

Em outubro de 1904, foram anunciados 3 prêmios na França com cunho de ver qual era o maior trouxa da aviação: O Prêmio Cul Sale, o Prêmio Valise Sans Poignée e o Prêmio Monter ou Descendre. O Prêmio Cul Sale, idealizado pelo magnata Cul Sale, dava o prêmio de um milhão de barras de ouro a quem conseguisse voar pelos 70 metros da avenida Champs-Élysées; o Prêmio Valise Sans Poignée premiava com uma taça, o primeiro que conseguisse cruzar pelo meio do Arco do Triunfo; e o Prêmio Monter ou Descendre premiava com um saco de feijão o primeiro piloto que conseguisse percorrer uma distância de 25 metros e carregar mais 3 sacos de batata.

Como o Titanic ainda não havia afundado, pouca coisa acontecia nessa época, a falta de desafios que realmente desafiassem as pessoas levantarem o cu do sofá era colossal, então desafios e requerimentos para esses prêmios eram algo comum, por exemplo: o Prêmio Cul Sale apenas consideraria se o piloto voasse contra o vento, já os outros dois prêmios davam ao piloto liberdade o suficiente para pilotar contra ou em direção do vento, até mesmo com o cu virado para lua podia. No entanto, pra variar, pouca coisa do que era pedido era inédita.

Em 1905, os aviões já voavam a um período de tempo considerável para dar cócegas na barriga dos aventureiros de primeira viagem. Enquanto os Wright brincavam com o Flyer III, Santos Dumont que não era bobo, finalmente parou de fazer balões mágicos e agora começaria a fazer o seu primeiro avião (que não é o 14-bis) para embolsar esses prêmios.

Contudo, não foi com nenhum dos protótipos de 1905 que Dumont conseguiu alguma coisa. No início de 1906, ele inventou um helicóptero, que parecia uma tábua de passar roupa e até conseguiu sair do chão. O que não era de se esperar era que Dumont era um nerd na aviação remota, uma verdadeira reencarnação de Bartolomeu de Gusmão, pois no outono daquele ano, ele começou a projetar o tão famoso e aguardado 14-bis.

Quem quer bis?[editar]

14-bis em sua forma original.

O que seria um amontoado de caixas coladas com Band-Aid, acabou deixando Dumont feliz e realizado com o tão sonhado avião. Pra quem não sabe, o 14-bis parecia um pássaro com as asas levantadas como de um pavão, foi um dos primeiros aviões que tinham uma rodinha de pouso e o único até a época em que o piloto operava de , podendo dar uma de ditador do mundo lá do alto. Dumont havia ficado tão conformado com a obra que se inscreveu para o Prêmio Cul Sale, porém acabou desestimulado com o seu colega de corrida, pois o indivíduo havia dito que o aviãozinho de papel de Dumont não era nada.

Feito de trouxa por todos, Dumont deu a volta por cima, melhorando o avião e agora retocando com durex. Voltou a competição em 12 de novembro de 1905 para falar algumas verdades ao seu rival alemãozinho, que ainda só falava abobrinhas, mas que ficou de boca aberta quando o 14-bis levantou voo, quase atingindo a sua cabeça.

O 14-bis foi vencedor do Prêmio Cul Sale, apesar de não ter voado na avenida mais movimentada, o avião voou mais do que o prêmio queria, felizmente não atropelando ninguém na sua aterrissagem.

Tecnologia estabelecida[editar]

Fantasia que nada, isso é apenas um traje para pular penhascos, muito popular entre os suicidas da época.

Os anos de 1907 e 1908 não tiveram nada de interessante, então vamos pular para 1909 que é o ano em que a aviação se tornou conhecida e não como um mero invento de idiotas. Em agosto de 1909 ocorreu a Grande Semana da Aviação e do Champanhe, uma espécie de Semana da Arte Moderna, onde se apresentavam as novidades da época, já que ninguém sabia ler o jornal.

Essa semana foi importantíssima para o reconhecimento da aviação, pondo na cara das pessoas que agora existe mais uma forma de suicídio. O evento marcou presença de muitos na Europa e nos Estados Unidos (daí mais um motivo para puxar o saco desses chatos), afinal, o evento não era apenas um mostruário de troços voadores, mas também uma troca de dinheiro colossal para aqueles que participavam das corridas.

A principal competição foi a de Gordon Bennett, um milionário que nunca tinha o que fazer e aí inventou trilhões de corrida pelo mundo, também foi o idealizador de corrida de iates, que por algum motivo ele venceu. Enfim, a corrida foi um desastre, no total eram 7 competidores que tinham que percorrer um lamaçal dos infernos. Dos 7, apenas um chegou ao final enquanto três nem levantaram voo, dois caíram no meio do trajeto, e um acabou sendo eletrocutado, pois se chocou com os fios de um poste.

O ano 1909 também foi de uma grande evolução para os trabalhos escolares de Dumont, pois foi nesse ano em que ele criou o Demoiselle, uma verdadeira chaminé ambulante, que para os entendedores do assunto, foi o melhor avião de Dumont, já que ele conseguia manter o equilíbrio no ar, atingindo a instabilidade e se livrando de mal de Parkinson.

Indústria[editar]

Cquote1.svg Adrenalina pra mim é pouco, quero mais Cquote2.svg

Antes de 1910, a aviação era puramente uma área de pessoas com síndrome da felicidade atrofiada, entusiastas, gurus, e qualquer tipo de gente com complexo de Dumont, ou seja, eram apenas um bando de gente querendo inventar moda, filhos de playsson que ficaram ricos com míseros centavos por conta da Belle Époque. No entanto, toda essa beleza, voou pela janela quando a aviação se tornou propriedade do governo, especialmente da França, já que o país era o centro da viadagem do mundo (hoje em dia sendo porra nenhuma).

A primeira empresa a se dedicar a isso foi a inglesa Frederick Handley Page, logicamente tirada da cabeça mole de Frederick Handley. Assim como essa, praticamente todas as micro empresas fundadas na época foram pro saco, já que a mais famosa Bóingui apenas deu as caras em 1916.

A industrialização do avião acelerou a segurança do automóvel em praticamente 1000%, aviões que antes eram feitos de papel e cola, agora eram recheados com aço. A chamada fuselagem se deu início em 1915, com o avião Drunker J1, considerado como o primeiro avião a ser feito com lata de sardinha.

Também vale destacar que foi nessa mesma época em que os aviões comerciais começaram a avoar por aí, o primeiro avião a fazer um test drive, foi o Russky Vityaz, o primeiro com 4 motores, feito de papelão com canos de plástico, inventado por um russo manso. O avião levantou voo no final de 1913, e em fevereiro de 1914 levou 10 pessoas numa viagem acima de um lago congelado (Infelizmente ninguém se esborrachou no chão).

Quanto as especificações do avião comercial, ele tinha uma cabine em forma de ovo, luz elétrica e até um cagatório. Poderia levar até 600 kg de gente e nenhum flato a mais. Nessa viagem, ele andou 700 metros e alguns quebrados.

Vídeos[editar]

Alguns irmãos Wright e alguns Santos Dumont fazendo aviões de sucesso.

Voo de um 14-bis indo destruir o Congresso.

Ver também[editar]