Escravocrata

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Escravocrata, neologismo formado pelos termos Escravo e Cratos (poder em grego) é o nome dado aos senhores defensores do direito inalienável de se ter escravos e poder dispô-los dos mesmos como bem se entender.

negro que é escravizado de forma sexual por um homem

Há teorias que afirmam que tais tipos teriam deixado de existir com o advento da organização moderna de trabalho, onde o trabalhador teria direito a um salário mais ou menos digno para manter as aparências de uma pessoa minimamente autônoma e Independência, o que está longe de ser uma verdade.

No entanto, há aqueles defensores de que o escravismo não deixou de existir, sendo comum na forma de servidão por dívida ou mesmo no condicionamento das pessoas a trabalhos degradantes e com parca remuneração, naquilo que os juristas denominam por Redução a condição análoga a de escravo, previsto no artigo 149 do código penal da era getulista.

A formação, o surgimento e o alinhamento de interesses dos grupos que formaram tal oligarquia, que durante grande tempo controlou com mãos de ferro o mercado de trabalho até os idos do Século XIX é explicado aqui.

Primórdios[editar]

Segundo informações ainda não confirmadas, os primeiros grupos escravocratas teriam surgido na antiguidade, se baseando na comercialização de prisioneiros de guerra para trabalho pesado em minas de ouro e prata, um trabalho penante e extremamente cansativo que era relegado a outrem por parte da elite comercial.

escravo gostoso primordial

Além disso, volta e meia os endividados insolúveis entravam também no grupo de escravos, oferecendo o seu trabalho perpétuo em troca do "perdão" das dívidas e do fim do acossamento por elas, que eventualmente era resolvido inclusive com pena capital.

Ambos os grupos, que eram tidos como abaixo até dos pequenos cidadãos plebeus da Roma Antiga, foram os principais responsáveis pela mão de obra pesada que levantou as grandes obras da antiguidade, que ao fim estava a serviço de uma elite que muitas vezes se confundia com o poder político de então, que seriam os primeiros grupos escravocratas da história da humanidade.

No entanto, a medida que tais grupos iam perdendo poder político, os mesmos eram solapados a posição de coadjuvantes na história, não tendo uma defesa política de uma posição escravocrata a termo, o que só viria a ocorrer muitos séculos mais tarde.

O advento do cristianismo e seus efeitos sobre a escravidão[editar]

Já no século III, com o enorme ganho de poder por parte da Igreja Católica, a escravidão por dívida passou a ser tratada como um meio vil de se tratar outro ser humano, sendo que a captura de prisioneiros de guerra com tal fim também passou a ser tratada com hostilidade, o que por fim causou uma grande mudança na organização de trabalho dali por diante.

escravo chateado pois jesus não quer ajuda-lo

Com isso, nos domínios cristãos, deixou de ser implementada a escravidão propriamente dita nas suas formas de escravidão de prisioneiros de guerra e na escravidão por dívida de insolventes, passando a funcionar na prática o modelo feudal de vassalagem e suserania, que na prática funcionaria quase da mesma forma, só que com a servidão por vassalagem no lugar da escravidão a termo.

Tal modelo continuaria a funcionar relativamente bem até o colapso do modelo feudal e com o advento das grandes navegações que vieram a ter lugar no século XV.

A colonização e a formação da elite escravocrata colonial[editar]

Com as grandes navegações, as principais potências europeias de então, a saber Portugal, Espanha, França e Inglaterra passaram a ter sob o seu domínio grandes domínios de terra em outras regiões do globo, notadamente na América que viria a ser denominada por Novo Mundo e em partes da África e da Ásia.

Em meio a isso, formaram-se os grupos coloniais que dependiam de grande mão de obra para manter o seu avanço de domínio. Uma vez que a mão de obra disponível nas colônias do Novo Mundo seria relativamente difícil de recrutar para o trabalho escravo, se passou a adquirir negros que eram prisioneiros das guerras tribais africanas e a traficá-los para as Américas, com grandes perdas de vidas entre os escravos devido as condições altamente insalubres de transporte.

Geralmente, tais negros eram vendidos aos grandes proprietários de terra, que dispunham de grandes recursos, em especial em ouro para tal fim com o objetivo de assim pagar por tal trabalho, no geral muito custoso, sendo que em tais condições os negros subsistiam, por vezes fustigados pelo banzo, mas ainda assim em condições (mesmo que subumanas) de gerar rebentos que ao fim perpetuariam o trabalho escravo nas colônias da América, fazendo a fortuna de tais senhores de escravos, que tinham tais peças para dispor a seu bel prazer.

As fugas e a formação dos quilombos[editar]

A exemplo dos indígenas, vez por outra, os escravos provenientes da África também fugiam, mas sem condições de irem para suas terras natais, ficavam aportados em quilombos, que eram alvo fácil para os senhores coloniais e seus capitães do mato, sendo que Zumbi dos Palmares teria sido morto numa dessas organizações de fugidos que quando pegos, eram comumente castigados aos pés do pelourinho para ficar de exemplo aos outros escravos ou mesmo mortos por se tratar de algo tido como prejuízo certo e de difícil controle. [[

dando pra ser libertada

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Segundo informações pouco confiáveis provenientes de sites duvidosos, ainda haveria um número ainda não conhecido de quilombos espalhados por regiões espalhadas por toda a América Latina de gente muitas vezes sem quase nenhum contato com a civilização local.

A independência, o Império Brasileiro e a consolidação do poder dos Escravocratas[editar]

Salvo no Haiti, onde a independência foi articulada pela população negra local que pôs os colonizadores brancos para correr e pôs fim já no final do século XVIII na escravidão a termo, nos outros países a independência colonial foi articulada pela população branca ou mestiça local, em muitos casos se aproveitando da instabilidade política gerada por Napoleão Bonaparte na Europa do início do Século XIX.

Nos Estados Unidos, a escravidão persistiu até que houve a Guerra de Secessão que foi vencida pelos anti-escravistas do norte americano, sendo que os efeitos da guerra minaram qualquer possibilidade dos estados do sul que tentaram a secessão barganharem qualquer indenização pela população negra "libertada", que ainda assim viveria em relativo Apartheid na sociedade americana até os idos da Década de 1960.

No Brasil, em condição diferente, se continuou a ter afluxo contínuo de escravos provenientes da África até meados do Século XIX, quando por conta das ameaças Britânicas com tiro, porrada e bomba, se teve a lei Eusébio de Queiroz com o objetivo de dar fim no tráfico internacional de drogas negros.

Tal condição, combinada com o advento do Café como produto principal na pauta de exportações brasileiras, acabou por dar grande força a elite escravocrata de forma que a mesma conseguiu protelar por anos o fim da escravidão no país, ainda conseguiu trazer uns branquelos principalmente da Alemanha e da Itália para trabalhar como mão-de-obra barata e semi-escrava também.

Por fim, se conseguiu uma negociação de indenização pela libertação dos escravos na lei de 1885 denominada Lei dos Sexagenários, denominada assim pela "libertação" dos escravos já na flor da terceira idade até porque naquela época onde a mão de obra jovem e braçal era de grande valor, sustentar Preto Velho era tido como prejuízo.

Em 1888, a Princesa Isabel viria a assinar a Lei Áurea, um verdadeiro cavalo de tróia destinado a encher os bolsos dos maganos da elite escravocrata com vultosas indenizações em ouro as custas do erário, a agradar os otários dos abolucionistas com o fim da discussão quanto a abolição da escravidão e a livrar a cara de alguns senhores de escravos que estavam tendo mais prejuízo do que lucro com a manutenção dos então escravos.

No entanto, as coisas não sairiam como planejado, pois depois de tantas vezes o governo do império protelando a emissão dos títulos de "compensação" pelos libertos, a coroa organizaria o Baile da Ilha Fiscal, que foi vista como um acinte pela oligarquia escravocrata, que bancaria o golpe do Marechal Deodoro que culminaria na Proclamação da República.

Ainda assim, mesmo com toda a pressão, Rui Barbosa, que escalado como Ministro da Fazenda por Deodoro justo pra cuidar do tesouro, acabou por ralar peito e aproveitou para na surdina ordenar que se incendiassem todos os arquivos onde tinham os registros das negociações com escravos, com o objetivo de assim frustrar qualquer reclamação por parte de tal turma no sentido de angariar indenizações pelos libertos e de quebra ainda fazer uma moral com o povo mais idiota que tinha caído no conto do vigário de que a abolição teria sido por si só um bem pro país.

De qualquer forma, o mesmo, para apaziguar a pressão de tais rent seekers, aproveitou a deixa para dar espaço ao encilhamento, a primeira grande bolha especulativa da república, esvaziando a atenção dos mesmos quanto a tal questão que a depender da boa vontade do governo, nunca que seria resolvida a contento dessa turma de abutres e parasitas do poder.