Jean-Bédel Bokassa

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Boketassa I, o Louco
Bokassa.jpg
Imperador Bokassa decepcionado com a falta de reverência de seus súditos. Mais tarde ele comeu os mesmos com sazón e pimenta-do-reino
Nascimento 32 de fevereiro de 1921
Bobangui, Bandeira da República Centr-Africana República Centro-Africana
Morte 3 de novembro de 1996
Bangui, etc. etc.
Ocupação cosplay de Napoleão

Cquote1.svg Gostei de você, vou te jogar aos crocodilos por último Cquote2.svg
Bokassa sobre seus súditos

Jean-Bédel Bokassa, ou mesmo Marechal Bokassa, Benfeitor Bokassa, São Bokassa, Imperador Bokassa e outros nomes, foi sem dúvidas o monarca mais magnânimo da África, atrás apenas de Elizabeth II, Mswati III, Moshoeshoe II e vários mais. Foi firme integrante da panelinha de ditadores malucos sanguinários que queimaram o filme do continente dos anos 70 pra cá, mas, esses outros nunca foram além e gastaram 1/3 do PIB nacional numa cerimônia de coroação. Uns covardes!!

Juventude[editar]

Deus presenteou o mundo com o glorioso Boketassa em 1921, em Bobangui, uma versão pirata da capital centro-africana Bangui, filho de um desses chefes tribais que comem todas as mulheres do vilarejo e têm no mínimo uns 12 filhos. E falando no chefe, um dia Bokassa pai resolveu que não iria mais trabalhar praquele bando de francês folgado e, de maneira civilizada e iluminista, foi espancado até a morte pelos ulalá. Em qualquer outro guri que se preze isso geraria um ódio anticolonial que o levaria a pegar em armas contra os imperialistas malvadões, mas Bokassa tinha uns parafusos a menos e desse episódio saiu um complexo de inferioridade imenso, que resultou numa idolatria por tudo relacionado à França. Vai entender.

Órfão, anão e sacaneado pelos colegas de escola, Bokassa resolveu tentar ser alguém na vida entrando no exército francês. Na época o que tava rolando era a Segunda Guerra Mundial e como dos negros que alistaram para ser bucha de canhão dos branquelos ele era o mais empolgado, subiu rápido nas patentes. Depois de uma passagem pela Indochina onde fez 15 filhos com as vietnamitas, foi convidado a liderar o exército da República Centro-Africana por ser o único com qualquer noção ali, mas claro que isso não iria durar muito.

No poder[editar]

Presidente Bokassa[editar]

Idi Amin Dada e Bokassa, uma competição de qual o déspota africano mais ridículo.

Porém tensões logo surgiram entre Bokassa e seu presidente e primo (na África Central todos são parentes, pois todos descendem do mesmo chefe tribal comedor), David Dako, que defendia a industrialização com fábricas de seu fogão preferido Dako enquanto que Bokassa preferia Brastemp. Como qualquer rusga lá é motivo para golpes de estado, Col. Bokassa juntou seu exército de 500 coitados subnutridos e tomou a capital Bangui, mas nem precisou essa mobilização toda pois Dacko nem estava lá, então só entrar no palácio e tomar de uma vez por todas.

Como todo ditador absoluto africano, Jean-Bédel concentrou poderes extraordinários em suas mãos e começou um reinado de terror, silenciando a oposição com mortes extrajudiciais, torturas, estupros e mutilações virando rotina. Ou seja, a vida na República Centro-Africana piorou 1% do que já era antes.

Imperador Bokassa[editar]

Porém só a presidência não satisfez Bokassa. Tinha chegado ao poder, mas era o poder de um minipaís florestão na África Central que tiveram que colocar a direção no nome para alguém saber onde fica. Ele queria que o país sobressaísse no mapa africano e mundial, e como seu maior ídolo e personagem preferido do Super Smash Bros. era Napoleão ele pensou, se eu transformar meu país num império e desperdiçar fundos com uma coroação tosca igual ele, talvez minha pátria seja grande. Esqueceu-se que Napoleão era um gênio político e militar e a França uma nação influentíssima, enquanto Bokassa era só um retardado de farda no trono de um subpaís falido, a lógica não existe na República Centro-Africana.

E com o patrocínio da França, que não queria perder as doces reservas de urânio da ex-colônia por ter dito não para um total maluco, a 4 de dezembro de 1977 nascia o Império Centro-Africano, com uma cerimônia completamente ridícula onde fortunas foram gastas com todo tipo de inutilidade. Por exemplo, um trono de ouro em formato de águia-portal de Super Mario Bros. 2 que custou uns 2 milhões de dólares (imagina em francos), só com esse valor dava pra comprar metade da África Central e claro, para isso um monte de criança teve que passar fome para bancar o estapafúrdio.

Só que uma vez coroado, faltou um detalhe que Napo tinha e Bokassa não, o carisma e respeito dos súditos e quando um grupo de crianças fez um protesto estudantil mandando o imperador tomar no cu, ele não titubeou e mandou abrir fogo nos pirralhos como qualquer ditador burro faria. Foi a gota d'água pros croissant doidos por um pretexto para acabar com aquela palhaçada e meros um ano e meio depois o Império Centro-Africano acabou tão vergonhalheiamente quanto começou, com os malditos franceses mandando uma meia dúzia de paraquedistas que foi o suficiente para tomar Bangui e humilhar o imperador Bokassa.

Com a república restaurada, voltou o presidente Dako e com ele a rotina de miséria, doenças e golpes de estado na República Centro-Africana. Dako logo foi deposto por André Kolingba, que foi deposto por Ange-Félix Patassé, que foi deposto por François Bozizé e assim sucessivamente até hoje.


Precedido por
Dako é Bom
Brasao da Republica Centro-Africana.png
Presidente da República Centro-Africana
Imperador da África Central

19761979
Sucedido por
Dako é Bom (de novo)