Lago Paranoá

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Cquote1.png Eu sou surfista, do Lago Paranoá! Cquote2.png
Natiruts (sob efeito das dorgas) sobre Lago Paranoá

Lago Paranoá é um lago particular de Brasília e atual centro de tratamento de esgoto, segundo a Caesb, que costuma deixar o local cheirando assim 24h por dia. O local é conhecido por ser uma extensão da varanda das casas dos excelentíssimos deputados enquanto uma pequena, mísera e ínfima parte pode ser usada pela população em geral. O lugar é conhecido como "Piscinão do Lago Norte" e seus frequentadores tem o hábito de deixá-lo tão sujo como a casa deles, ou melhor, eles mesmos.

História[editar]

Segundo o plano original da capital, isso não deveria acontecer, mas quer saber: foda-se!

O lago foi criado para satisfazer o ego de JK, que depois da mudança do litoral para o planalto central brasileiro, havia perdido uma praia cheio de boazudas (e algumas barangas também) para poder se distrair nos fins de semana. Israel Pinheiro viu que o "fim" do antigo Rio Paranoá dava de cara com um enorme barranco, foi quando decidiu sustentar a ideia de jerico de Juscelino, oferecendo um motivo razoavelmente plausível para a construção do lago. O argumento utilizado foi sugerir a construção de uma barragem para o Rio Paranoá e consequentemente, para a criação de uma minuscula usina hidrelétrica, para ajudar a suprir os gastos energéticos que teriam com a transferência da maquina pública para o local.

Antes do lago existia uma pequena vila sertaneja, apelidada de Vila Amaury Jr. Depois que fecharam as portas da esperança, a vila foi completamente inundada. Os responsáveis pelo projeto só não imaginavam que os antigos habitantes da vila se multiplicariam como bactéria em alimento vencido, mais de 55 anos depois, resultando numa aglomeração urbana com quase 3 milhões de invasores de terreno públicos, chácaras e fazendas de terceiros e que hoje habitam todo o contorno do lago, só que na parte mais distante dele, claro.

O então governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, durante uma inauguração com Helder Barbalho. Pela cara do governador, a água deve estar uma delícia, os moradores que digam.

Atualmente, mesmo servindo de córrego de bosta dos banhistas e local onde a população mais fodida toma banho e realiza suas necessidades básicas, a Caesb resolveu fazer uma ligação direta para abastecer a população da “região norte” (que na verdade fica no Leste do DF) do Paranoá, Taquari, Lago Norte e Itapoã, o que fez com que aquela população experimentasse na prática o ditado que diz: tudo o que vai, volta.

A medida desesperada — convenhamos, ninguém vai beber a água do vaso a não ser que esteja literalmente na merda ou more na Etiópia — tomada pelo primo do Rodrigo Rollemberg veio depois de mais de 50 anos sem que a empresa investisse em porra nenhuma enquanto aquela população de lebres humanas que vivem nos arredores, multiplicava por meio de mitoses. Essa omissão só poderia resultar numa crise hídrica comparável a do sertão pernambucano. Até nossos editores que moram naquela carniça estão há meses sem tomar banho, por causa de um racionamento que o governo candango resolveu copiar do governo de São Paulo (que aplicara a mesma medida um ano antes).

Sobre[editar]

Mauricinhos e patricinhas aproveitando o lago em horário de trabalho enquanto o papai está lá no Eixo Monumental.

Hoje o Lago Paranoá é point de encontro entre os filhos de encostados públicos. A nata brasiliense tem o habito de se encontrar com suas lanchas e jet skis próximos a barragem do lago para desfrutar da vista que possuem: a pista da barragem cheia em pleno horário de rush, as 17h, cheio de carros descendo a barragem rumo as favelas do norte, incluindo o Paranoá, pasto que dá nome ao lago mas que segundo a geografia, não faz parte e nem tem acesso a ela (huehueheuBR!).

Atualmente possuem quatro pontes que passam pelo Lago Paranoá, três na parte sul: a Ponte Presidente Médici/Ponte das Garças (1ª Ponte), a Costa e Silva/Honestino Guimarães (2ª Ponte) e a Ponte JK (3ª Ponte); e apenas um esboço do que já foi uma ponte na parte norte, a Ponte do Braguetto, hoje caindo aos pedaços (literalmente).

O lago também é o mar do brasiliense. Os habitantes do local criaram três praias artificiais, a prainha, piscinão do lago norte e uma nova artificial e temporária próxima a concha acústica, normalmente frequentada pelos mais endinheirados da cidade.

Prainha[editar]

Todo fim de ano, a prainha passa por alguns rituais de macumba. Alguns moradores da região costumam jogar oferendas ao lago em direção a Iemanjá, mas que acabam no fim só assoreando ainda mais o Lago Paranoá. O ritual tem contribuído (e muito) para que toda a sorte de lixo seja encontrado no fundo do lago, como garrafa pet, carcaça de madeira e restos mortais de alguns indivíduos que não conseguiram sair do antiga Vila Amauri antes que o lago fosse enchido. Mesmo lançando tanto com tanto lixo nas festividades, esses devotos perdem de lavada para os frequentadores de baixa renda que costumam frequentar o piscinão do Lago Norte.

A ralé aproveitando o único espaço realmente público do lago.

Piscinão do Lago Norte[editar]

Apesar do nome, o local fica mais próximo ao Varjão e ao Paranoá do que ao local que dá nome a praia, que de "piscinão" não tem nada. A praia tem o O local ganhou esse nome por causa de seus frequentadores, meros pobretões que curtem pagar de bacana. O nome dá um ar de que a confraternização ocorre no lago norte de fato, o que não acontece. Para evitar contato com a gentalha que os moradores de lá frequentam outro lugar chamado Clube do Congresso.

Rola de tudo nesse piscinão desde sexo ao ar livre até mesmo acerto de contas, tudo isso regado a muita cerveja barata e som automotivo. O point pobrístico da capital é ali, só perdendo para festas de reggae e de forró que acontecem nas cidades satélites.

O único ponto positivo nesse piscinão, é que esse é o único ponto não particular do lago, ou seja, qualquer um pode chegar na margem e aproveitar, não sendo preciso autorização prévia de ninguém a não ser dos marginais que utilizam do mesmo local.