Leopoldo II da Bélgica

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Por que o leproso não passou no teste de direção? Porque deixou o pé no acelerador.


Leopoldo II da Bélgica foi o Rei dos Chocolates Belgas por 40 longos anos, até finalmente ir acertar as contas com o cabrunco em 1909. Sem dúvida o indivíduo mais infame ou fame a se chamar Leopoldo na história, foi um louco destacado pela "governança" de sua colônia privada do Congo Belga, onde é lembrado por seu regime pacífico de trabalho e ordem social e sua filantropia, onde concedia cirurgias de graça para os congoleses que tanto necessitavam.

Juventude

Leopoldo e sua vistosa barba nutrida a sangue fresco de congolês.

Leopoldo II foi expelido em 1835, filho do mais popular Leopoldo I, o afundador e primeiro rei da Bélgica e isso lhe rendeu a benesse de passar os 30 primeiros anos só encostado na fortuna e popularidade do pai. Se juntou ao exército belga desde criança mas como se sabe, um país minúsculo como a Bélgica não tem como ter um exército e sim uns trouxas fardados para fingir que o país tem alguma defesa e estarem sempre prontos a assinar rendição caso alguma potência maior invada, logo, ele não teve muito o que fazer ali além de encher o traje de medalhas que todo aristocrata megalomaníaco tem que ter.

Fez inúmeras viagens bancadas pelo contribuinte belga ao redor do mundo, o que formou nele o desejo de roubar pegar emprestado todo o ouro dos países do terceiro mundo, já que eles não tavam usando para nada mesmo.

Reinado

Porém tudo que sobe um dia tem que descer, Leopoldo 1 peidou pra muzenga em 1865, elevando o trintão desempregado Leopoldo 2 ao trono da Bélgica. Logo cedo já quis investir nas tretas da Europa e devido à sua simpatia ao sadomasoquismo, durante a Guerra Franco-Prussiana Leopoldo 2 determinou que a Bélgica permanecesse neutra e não impedisse os massacres dos francos, numa tentativa de instituir uma proto-Suíça. Que não gostou de ouvir isso, pois só eles poderiam ser o país isolado, rico e movido a chocolates da Europa.

Nos anos 1880, o colonialismo era a febre no continente e Leopoldo viu que a Bélgica tava ficando para trás na corrida, e que a chance do país ter qualquer relevância era juntar fortuna rapinando os africanos, assim como todos seus colegas dos reinos vizinhos. Nisso, convocou e presidiu uma conferência que reuniu especialistas, caçadores de tesouros e cientistas para traçar metas de exploração colonial, tipo aquelas reuniões a portas fechadas de vilões que você vê em filmes e desenhos da DC Comics, onde decidiram pegar qualquer pedaço que sobrasse do continente. E o que conseguiram foi um pedação bem no meio da África Central que é um mistério o porquê de terem deixado dando sopa, mas sabemos que geografia não é o forte dos branquelos, como os estadunidenses tão aí para mostrar.

Atrocidades no Congo

Belgas modernos mostrando todo seu carinho e admiração por Leopoldo.

Tendo conseguido sua fatia da lasanha, Leopoldinho que era um cara brincalhão, num grande ato de humor irônico estabeleceu o Estado "Livre" do Congo, onde o único livre ali era ele para se tornar o cara mais rico da Europa gerando milhões de "empregos" forçados aos congoleses. Primeiro e único exemplo de colonialismo privado, Leopoldo levou ao pé da letra e tratou o lugar como uma verdadeira privada. Para os relutantes em labutar 18 horas por dia praqueles estranhos após séculos de nunca terem visto um branquinho, o rei tinha uns métodos de incentivo diferenciados, levando a expressão trabalhista "passar o facão" muito ao pé da letra e mutilando as mãos daqueles congoleses preguiçosos, afinal eles não tavam querendo usá-las mesmo. As mesmas prontamente foram transformadas em colares para a aristocracia belga e palitos de dentes para o povão que nem suspeitava de nada.

Para disfarçar as maldades de seu reino, Leopoldo II mandou construir toda sorte de edifícios e projetos públicos principalmente em Bruxelas e Antuérpia. Por isso até hoje é conhecido na Bélgica como "O Rei Construtor", o que vem a calhar pois tente falar das atrocidades para um belga comum e ele vai tapar os ouvidos e te mostrar as obras como prova que Leozinho não era tão ruim assim.

Fim da farra e morte

À medida que a selvageria se acumulava, Leopoldo foi sendo acusado de genocídio, mas todos sabemos que aquilo era mera propaganda antibelga das potências europeias, invejosas de um país tão insignificante ter conseguido catequizar e civilizar a África Central. Leopoldo e seu gênio e visionarismo foram exaltados por vários escritores, incluindo um tal de Mark Twain com sua obra O Solilóquio do Rei Leopoldo, que era uma defesa em primeira pessoa do rei, mas todo mundo entendeu como sátira. Triste e enxugando seus olhos em notas de 10000 francos belgas, Leopoldo vendeu o Congo ao governo belga e como todo líder corrupto tratou de esconder toda evidência de sujeira praticada ali durante seu reino, o que significou mais uma porrada de escravos aleijados sendo fuzilados.

Morreu em 1909, devido ao cessamento da energia vital de congoleses da qual ele se sustentava. Mas seu espírito continuou assombrando o Congo por décadas, até ser banido de vez pelo exorcista e primeiro-ministro congolês Patrice Lumumba, num ritual que durou 52 horas e alguns branquelos sacrificados para agradar a sede de sangue da besta.

Precedido por
Leopoldo I, o Pioneiro
Casa de Saxe-Coburto-Gota.png
Rei dos Chocolates Belgas

18651909
Sucedido por
Alberto I, o Sobrinho