Síndrome de Pato

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A Síndrome de Pato ou Síndrome do Idiota que Não Se Especializa em Porra Nenhuma é uma nova teoria de administração sem sentido e absolutamente abstrata que tenta explicar de forma confusa o problema que inúmeros seres humanos tem em escolher uma atividade na qual se especializar. Ainda não existem livros para essa abordagem, sendo assim a Desciclopédia mostra mais uma vez que será em breve a maior detentora do conhecimento humano.

Origem do nome[editar]

O pato é um animal que domina várias técnicas: andar, nadar, voar, jogar futebol, pegar atrizes da globo, dentre outras. É claro que estas habilidades, com exceção de jogar futebol, são encontradas nas mais variadas espécies de animais. No entanto, o pato, por tentar dominar todas essas técnicas, não faz nada direito, voa apenas entre distâncias curtas, nada sem velocidade e anda mais devagar ainda e completamente desengonçado.

O comportamento do pato pode ser comparado ao desempenho de vários profissionais que gostam de fazer tudo e acabam se atrapalhando. Quem nunca viu um empregado enviar um e-mail para o chefe contando a vida sexual da secretária enquanto tenta ao mesmo tempo enviar o relatório de vendas e melhorar o network, contando para o amigo suas aventuras sexuais. Ou um taxista que bate o carro enquanto tenta ao mesmo tempo dirigir e aumentar sua motivação no trabalho olhando para as coxas da cliente que acabou de sair do baile funk proibidão. Ou ainda o pedreiro que derruba uma parede tentando ao mesmo tempo assentar os tijolos e fazer caridade, distribuindo cantadas baratas para as barangas que passam na rua.

Estudo do nome[editar]

Expressão típica de quando tenta prestar atenção.

Para exemplificar esta constatação vamos contar a história de um rapaz ao qual daremos o pseudônimo de João. João é um cara do interior que foi morar na capital a procura de uma melhor faculdade, um melhor salário, internet mais rápida e vale-transportes. Atualmente ele trabalha na empresa BBDES, especializada em cabide de emprego. O jovem não conseguia crescer na empresa por causa da síndrome, "Dentre outros transtornos, eu atendia o telefone do trabalho e meu celular ao mesmo tempo e tentava conversar com as duas pessoa, dessa forma, por várias vezes chamei meu chefe para a balada e perguntei minha mãe porque ela não aumentava meu salário." Conta Ivan enquanto corta as unhas usando o alicate com o qual está consertando um fio que ele cortou acidentalmente enquanto fazia a barba e tocava guitarra ao mesmo tempo.

Tudo mudou quando João procurou a consultoria kihara, "A consultoria me ajudou muito a me organizar, definir prioridades e resolver os assuntos realmente importantes. Percebi que meu problema era de família e com isso ajudei os meus pais, que ainda moram no interior, a melhorarem suas formas de trabalho. Ensinei a minha mãe que não dá pra manter o leite gelado e o café aquecido na mesma garrafa ao mesmo tempo e convenci meu pai que é antieconômico derrubar uma mata para formar pastagens e fazer um reflorestamento logo em seguida para ganhar créditos de carbono." relata João ao mesmo tempo que penteia o cabelo, come um sanduíche, lê um livro e joga videogame. Hoje Ivan trabalha no setor de RH da companhia. Ele se especializou em Analista de envelope de currículo. "Hoje não me sinto mais como um pato, sei tudo sobre envelopes de currículo e estou aguardando um cargo de coordenador." Diz João enquanto confere sua coleção de selos, faz um curso de inglês on-line, brinca com seu cachorro e sobe em uma árvore. Gustavo, criador da consultaria Kihara, explica que os gerentes devem estar atentos à sindrome do pato. "É importante estar atento a qualquer sinal, para que o problema seja diagnosticado logo e o tratamento tenha efeito. No caso do Ivan por exemplo, precisávamos encontrar uma atividade com a qual ele se identificasse. O estudo de envelopes de currículo caiu como uma luva para ele, pois é um ramo novo e que tende a crescer muito." Diz Gustavo.

O trabalho consiste em classificar os currículos da seguinte forma: Envelope sujo = candidato desleixado, envelope sem endereço de remetente = candidato indigente, envelope verde = candidato extraterrestre ou fã de ColdPlay, Envelope não existe = candidato desinteressado, Envelope sem currículo = candidato esquecido, Envelope contendo além do currículo, uma playboy, um vidro de azeitonas, um saco de ração e um secador de cabelos = candidato portador da Síndrome de Pato, Envelope contendo carta de indicação de algum político influente = Candidato selecionado para entrevista.

Ver também[editar]